Cris Pagnoncelli: entre sentimentos e letras

Não é só sobre o que está escrito ali, é muito mais do que isso. Foi essa a sensação que tive depois de passar uma tarde acompanhando o trabalho da Cris Pagnoncelli.

Centro de Curitiba, rua Riachuelo, muita gente nas calçadas e carros na rua, tudo naquele tom de cinza de uma cidade grande. Olhando pela janela parece que o ritmo lá fora é outro. Da janela para dentro são paredes coloridas, de diferentes estilos, num lugar que só de ficar por lá você já se sente inspirado e criativo.

O trabalho da Cris é carregado de sentimento: o ativismo constante nas suas obras é um soco na cara de uma sociedade que estigmatiza e julga as mulheres, o tempo todo. “O que será que ela quer, essa mulher de vermelho. Alguma coisa ela quer, pra ter posto esse vestido” as palavras de Angela Freitas servem de inspiração para os trabalhos que falam sobre a vivência da mulher diante de uma educação sexista.

O tempo que passei por lá foi de conversa e fotos com a Cris, e foi também uma aula não só sobre lettering, mas sobre toda a discussão que ela traz nos seus trabalhos. E ainda ter a oportunidade de passar uma tarde no ateliê dela conversando rendeu essas fotos que estão por aqui.

Além de ser uma super artista ultra talentosa, a Cris é responsável também pelo calendário Lute Todos os Dias (clique aqui e saiba mais), que todo ano reune 12 artistas ilustrando mês a mês as alegrias e lutas de ser uma artista mulher.


A Cris produz muita coisa linda, sempre mostrando um pouco de tudo que pensa para o mundo. Eu sugiro você dar uma olhada aqui no trabalho dela no Instagram para ver tudo que ela faz.

Todas as fotos aqui são analógicas, feitas com uma Nikon F3 (com o Kodak Double X), uma Canon EOS 300 (com um Kodak Vision3 500T e uma Olympus MJU (com Kodak Double X). A revelação do filme preto e branco foi feita pelo Rodrigo Madruga e do filme colorida pelo LabLab: ambos sempre com muito carinho e habilidade.

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