Black Anchor: sangue, suor e cozinha
Um dia quente de novembro, que parecia verão, e algumas horas dentro da cozinha do restaurante Black Anchor, no centro de Curitiba. Foi assim que saíram essas fotos que estão por aqui.
A história do restaurante começa num não-tão-longe 2020, um mês depois da pandemia de COVID-19 começar oficialmente no Brasil. Não foram tempos fáceis para quem trabalhava com restaurantes, e pelo Black Anchor não foi diferente: salário do único funcionário na época sendo pago com dificuldade e compras de insumos feitas com o que era ganho no dia anterior. O que ajudou, como sempre, foram os amigos.
Na linha de frente no atendimento fica o seu Hélio Chan, responsável pelo salão e pelos cafés. Sempre calmo, ele está por ali observando tudo que está acontecendo dentro e fora do restaurante.
Da porta da cozinha para dentro, dirigida pelo Willian e pelo Antônio, a realidade é bem diferente da tranquilidade da parte de fora. As ondas de movimento, sem muito padrão e sem ter como prever, fazem o ritmo oscilar entre a tranquilidade e o frenético, entre o mar e o maremoto.
A pressão de trabalhar num restaurante não fica restrita só ao termômetro (que marcava quase 45 graus), mas também vem de trabalhar 12h por dia, em pé, numa rotina cansativa, e contando cada segundo do relógio para a entrega dos pedidos.
Minha sugestão agora é você dar uma passada no Black Anchor, em qualquer horário, pra comer, tomar um café e aproveitar para ver o movimento das ruas por ali. Ah, o instagram deles é @blackanchor_coffee
Todas as fotos aqui são analógicas, feitas com uma Nikon F3 (com o Kodak Double X), uma Canon EOS 300 (com um Kodak Vision3 500T e uma Olympus MJU (com Kodak Double X). A revelação do filme preto e branco foi feita pelo Rodrigo Madruga e do filme colorida pelo LabLab: ambos sempre com muito carinho e habilidades.